Estrelada por Marina Ruy Barbosa, a série "Tremembé" já está disponível no PrimeVideo. Na produção, a atriz dá vida a Suzane von Richthofen, condenada ao lado do namorado e do cunhado por participação no assassinato brutal dos pais em 31 de outubro de 2002.
E desde que a série entrou no ar, muito se tem questionado o que é verdade e o que é mentira na produção, que retrata o cotidiano no presídio de São Paulo que abriga outros condenados famosos, como o ex-jogador Robinho. Por exemplo: Suzane von Richtofen foi atacada na cadeia ou isso é invenção?
Confira abaixo o que é verdade e o que não é verdade em "Tremembé".
Realidade e história se encontram quando "Tremembé" mostra desde as celas apertadas, aos grupos divididos, passando pelos momentos de tensão vividos pelas detentas. Também é verdade que a Suzane trabalhou atrás das grades e participou de projetos religiosos e educacionais, além de ter mantido um comportamento adequado durante o período atrás das grades.
Aliás, não custa lembrar que o assassinato dos pais de Suzane já havia rendido três filmes, onde Carla Diaz deu vida à protagonista.
Da mesma forma que a série "O Rei da TV", sobre Silvio Santos (1930-2024), "Tremembé" igualmente recorreu à liberdade poética. Um dos exemplos são os possíveis confrontos entre Suzane e outras detentas famosas - até o momento não se tem registro que isso ocorreu de fato.
A ficção conflitou com a realidade quando Suzane aparece conversando com jornalistas e advogados e quando a ex-presidiária aparece com a família.
Suzane e o promotor Eliseu José Bernardo Gonçalves se conheceram no presídio durante visita dele ao local. Aliás, foi Gonçalves quem autorizou a transferência dela para essa penitenciária, após Suzane apontar ameaça de morte por outras detentas na cadeia de Ribeirão Preto (SP), segundo o livro "Assassina e Manipuladora", do jornalista Ulisses Campell.
O plano de assassinato orquestrado por facção criminosa contra Suzane foi confirmado pela presidiária conhecida como Maria Bonita. De acordo com o livro, a filha dos Richtofen ficou 10 horas no gabinete de Gonçalves e implorou por transferência para Tremembé. A publicação ainda descreve uma suposta relação de proximidade entre Suzane e Gonçalves, que teria pedido um beijo em troca de sua ida para o outro presídio.